NotíciasFique por dentro das novidades que acontecem na MHA Engenharia

A MHA Engenharia participou da 7º edição do Autodesk University Brasil 2017.

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O AU Brasil 2017 aconteceu na cidade de São Paulo no dia 19 de setembro e reuniu profissional de projetos de design, arquitetura e engenharia de todo Brasil. A MHA esteve presente compartilhando toda sua experiência com BIM aplicado a ferramenta REVIT MEP.

Os diretores de tecnologia da MHA Engenharia, Guilherme Neves e Roberto Garcia apresentaram uma palestra sobre “Gestão de famílias e de projetos multidisciplinares apoiado por Navisworks”.

Neste tema detalharam e ilustraram um sistema que foi desenvolvido com base em um portal interativo entre profissionais e arquivos centrais, no qual todos os envolvidos no desenvolvimento dos projetos, possuem acesso a mesma base de informações sejam elas do uso de famílias ou do andamento dos projetos.

“As maneiras de imaginar, projetar e produzir mudam constantemente e a MHA esta sempre em busca de aprimorar os conhecimentos e acompanhar esse ritmo” – afirma o diretor de técnologia Guilherme Neves.

20º ENECE – A ARTE DA ENGENHARIA ESTRUTURAL

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A equipe de Estrutura da MHA Engenharia marcou presença no ENECE 2017 (20º Encontro Nacional de Engenharia e Consultoria Estrutural). O evento que ocorreu no dia 28/09 no Milenium Centro de Convenções apresentou as principais novidades e tendências da engenharia estrutural.

Engenheiros e consultores da área de estruturas compartilharam e discutiram sobre as mais recentes inovações na arte da engenharia estrutural, e trouxe ao público mudanças e necessidades das normalizações que norteiam a arte de projetar.

HOSPITAL REGIONAL DE CARAGUATATUBA

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Novo Hospital Regional de Caraguatatuba, localizado no litoral norte de São Paulo, está com as obras a todo vapor. Empreendimento tem previsão de ficar pronto em junho de 2018.

Em breve, a população do Litoral Norte de São Paulo contará com mais um apoio de atenção à saúde. Trata-se do Hospital Regional Litoral Norte, em Caraguatatuba. As obras estão em ritmo acelerado e deverão ser concluídas até o segundo semestre de 2018.

Projetado para ser de alta complexidade, o Hospital Regional terá área construída de aproximadamente 28.000 m², com 9 salas de cirurgia e 220 leitos.

A MHA Engenharia ficou responsável pelos complexos projetos das áreas de estrutura e fundações; climatização e gases especiais; hidrossanitários e sistemas de prevenção e combate a incêndio; sistemas elétricos, eletrônicos e a coordenação geral dos projetos. Os projetos de arquitetura e paisagismo foram desenvolvidos em parceria com a Fernandes Arquitetos Associados. Todas as instalações foram concebidas para que, ao longo dos anos, a edificação possa sofrer alterações e reformas sem prejudicar o funcionamento do hospital, concretizando o lema que o “hospital é sempre uma obra inacabada”, como afirmava o Arquiteto Jarbas Karman.

“Todos os projetos foram idealizados de acordo com premissas relacionadas à sustentabilidade. Foi um grande desafio aprofundar nosso conhecimento e incorporar ao projeto todos os requisitos para certificação AQUA-HQE”, afirma o diretor adjunto da MHA Engenharia, Raymond Khoe.

Foram previstas no projeto medidas como o aquecimento de água por energia solar, a utilização de água de reuso nas bacias e jardins, teto verde, iluminação com lâmpadas LED, pisos drenantes nas áreas externas, bicicletário, entre outras aplicações.

“Para garantir a implantação destas medidas ainda na fase de projeto, a MHA contratou um consultor especializado nessa certificação para definir junto ao cliente todos os itens a serem trabalhados e garantir o atendimento aos requisitos da certificação. O processo foi dividido em quatro fases, sendo primeiramente a verificação e diagnóstico do projeto de arquitetura, em seguida os projetos de instalações e depois a definição e desenvolvimento dos itens a serem trabalhados. O último passo é uma auditoria geral do projeto, visando a confirmação de atendimento a todos os itens”, complementa Raymond Khoe.

Desta forma, o edifício conquistou, na fase de pré-projeto, a certificação AQUA-HQE (Alta Qualidade Ambiental) – uma certificação de uso e operação sustentável, que procura garantir o bom desempenho operacional do edifício e a redução dos impactos ambientais associados à sua operação. A certificação é de origem francesa, e foi concedida no Brasil pela Fundação Vanzolini.

A principal expectativa dos idealizadores dos projetos é que ele atenda de forma satisfatória todas as solicitações da saúde. “Em complemento, o projeto atendeu a todas as exigências da CETESB para os passivos ambientais do solo e da Secretaria do Meio Ambiente para o plano de compensação arbórea e atendeu também todas normas da ABNT, RDC-50, NR-10 entre outras, respeitando todas as solicitações de segurança para o pleno funcionamento do hospital, priorizando sempre áreas críticas em respeito ao atendimento da vida humana”, finaliza o diretor da MHA.

Estrutura

O Hospital Regional de Caraguatatuba possuirá 220 leitos, sendo: 184 leitos operacionais (48 de clínica médica, 48 de clínica cirúrgica, 25 de ortopedia e traumatologia, 25 de neurocirurgia e 40 de uti adulto), 16 leitos de day clinic e 20 leitos de pronto socorro.

O prédio contará ainda com acessibilidade universal e terá estacionamento, bicicletário e heliponto. Serão 7 pavimentos com a seguinte divisão:Pavimento Térreo (9.800m²) – Recepção (acesso principal), refeitório, cozinha, lanchonete, administração, diagnóstico, auditório, capela, emergência, farmácia e resíduos;

1º Pavimento (6.000m²) – Unidades de internação;
2º Pavimento (6.000m²) – Unidades de internação;
3º Pavimento (6.000m²) – Centro cirúrgico, day clinic e agência transfusional;
4º Pavimento (6.000m²) – Área técnica, laboratório de emergência e CME;
5º Pavimento (6.000m²) – UTI;
Cobertura – Central de água gelada – C.A.G., subestação e heliponto.

1º Encontro do comitê científico do FIAS 2018 (Fórum de Infraestrutura do Ambiente de Saúde).

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Na última segunda-feira (18/09), o sócio diretor da MHA Engenharia, Salim Lamha Neto participou do 1º encontro do comitê cientifico do FIAS 2018 – (Fórum de Infraestrutura do Ambiente de Saúde), que acontecerá na feira SAHE 2018.

O comitê, liderado por Salim Lamha, conta com a participação de engenheiros da saúde pública e privada do Brasil, composto por Giovani F. Guastelli do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ricardo O. Gomes do Hospital Israelita Albert Einsten, Anderson C. da Silva do Hospital São Camilo de SP, Adhemar Diziolli Fernandes da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Leandro Rodrigues da Rede D’Or São Luiz, Walmor Brambilla do Hospital Santa Paula, Cibele Verzino do Hospital e Maternidade São Cristóvão e Reynaldo Neiva do Hospital Leforte.

Confira abaixo as fotos do jantar:

MHA Engenharia no IFHE Rio 2017

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Encontro internacional da arquitetura e engenharia hospitalar

A MHA Engenharia marcou presença no IFHE Rio 2017, evento que aconteceu entre os dias 27 de agosto e 1º de setembro no hotel Rio Othon Palace, em Copacabana – RJ. A IFHE Rio 2017 foi realizada pela Federação Internacional de Engenharia Hospitalar em conjunto com a Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH) e contou com a participação de arquitetos e engenheiros de todo o mundo, trazendo assuntos que resultarão em significativas contribuições para o futuro dos edifícios hospitalares.

Para enriquecer o Seminário Internacional, o sócio diretor da MHA Engenharia, Salim Lamha Neto, ministrou uma palestra com o tema “Planejamento físico – ferramenta para um desenvolvimento sustentável e seguro”. Sua fala ressaltou como as edificações de saúde possuem uma grande complexidade, pois são constantes as evoluções de tratamentos clínicos cirúrgicos, as alterações de equipamentos e a própria dinâmica da assistência pública e privada. Para que os edifícios possam atender de forma segura, sustentável, flexível e economicamente viável ao longo de sua vida, segundo Salim, é imprescindível uma abordagem multidisciplinar.

A apresentação destacou a visão e a importância do planejamento, do detalhamento adequado do projeto, da execução correta da obra e da contínua otimização da operação e manutenção. Abordou também a complexidade das instalações, com mais de 50 diferentes sistemas, e as soluções para minimizar seu impacto nos custos operacionais e ainda assim, ter flexibilidade para as novas tecnologias e expansibilidade para as demandas de mercado.

A principal função deste encontro foi a construção de uma Matriz de Decisões Técnicas e Projetuais com proposições fundamentadas nas experiências e contribuições dos representantes dos países participantes. Os resultados visam, sobretudo, a disseminação das boas práticas e experiências que possam ser reproduzidas nos distintos países interessados nos resultados a serem obtidos.

Revista O Empreiteiro – 500 Grandes da Construção Ranking da Engenharia Brasileira 2017

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A MHA Engenharia marcou presença no evento 500 Grandes da Construção – Ranking da Engenharia Brasileira, publicação anual da revista O EMPREITEIRO – Edição nº562 de Agosto/2017.

A MHA ocupa a 44ª colocação no Ranking Geral de Projetos e Consultoria, entre as 98 maiores empresas do Brasil neste seguimento, também obteve a 10ª posição no Ranking Regional de São Paulo, entre as 32 maiores empresas do estado.

Clique na imagem e confira as classificações.

MHA e WJM parceria para aprimorar experiências.

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MHA Engenharia fecha parceria internacional com a empresa William Jacob Management, especializada em projeto e serviços na área Offshore – Petróleo e Gás. A parceria estratégica aproveita a expertise da MHA no mercado brasileiro com a comprovada experiência da WJM para desenvolver trabalhos nas instalações de produção em terra e offshore que necessitem de serviços de engenharia.

Sistemas Estruturais para concepção de projetos hospitalares – Compartilhando Experiências

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Olá a todos!

Na última matéria trouxemos o assunto tecnologia e suas inúmeras possibilidades na área de telecomunicações aplicadas às edificações da área da saúde, principalmente hospitalar.

Vamos continuar no tema tecnologia, mas com outro foco, talvez menos presente no cotidiano das pessoas, talvez uma tecnologia mais de bastidores, mas com relevante impacto no resultado final das edificações: a tecnologia aplicada à engenharia estrutural.

A chegada do conceito BIM (Building Information Modeling) ao mercado brasileiro já beira os 15 anos, mas continua sendo um convite para um novo olhar da arquitetura e da engenharia com relação à forma de conceber projetos. A fase conceitual ganha maior importância e reúne toda a gama de disciplinas necessárias com a necessidade de trabalhar de forma muito mais integrada.

O projeto começa a ser gerado no ventre da arquitetura, baseado no desejo de conceber um novo filho, com função pré-determinada e já com um primeiro objetivo na vida. Chamamos esse objetivo de plano de massas. Após as primeiras células se multiplicarem em forma de rabiscos, que agora chamamos de modelagem, a engenharia estrutural já pode auxiliar na gestação desse novo feto contribuindo com as primeiras análises estruturais do novo projeto, como o esqueleto que começa a ser formado para sustentação do corpo humano.

Com as ideias se multiplicando na arquitetura, a engenharia tem o papel de sinalizar as primeiras reflexões quanto ao terreno escolhido para implantar o novo empreendimento, as análises do tipo de solo obtidas com sondagens geotécnicas que contribuem para traçar cenários físicos e financeiros, baseados em tipologias para as fundações, presença de lençol freático em níveis idealizados para abrigar subsolos, equipamentos que serão necessários e custos compatíveis ou capazes de inviabilizar o “budget” disponível para execução do empreendimento. Análises conjuntas da arquitetura e da engenharia de solos, em relação à cota de implantação da edificação no terreno, podem gerar inúmeros benefícios futuros, tanto para fase de execução quanto manutenção ao longo de toda a vida da edificação.

Outro conceito que beneficia de forma positiva o projeto é a modulação arquitetônica casada com a estrutural. Começar um projeto arquitetônico com uma malha fixa, por exemplo, 1.25m por 1.25m, permite garantir modulação de forros, caixilhos e resultam na possibilidade de uso de vãos estruturais múltiplos dessa mesma malha. A experiência em projetos hospitalares, onde não são incomuns alterações constantes de tipo de ocupação dos ambientes, traz ainda mais relevância para esse importante ponto, por trazer mais flexibilidade a essa necessidade.

Falando de racionalização, estudos de modulação das alvenarias com eventuais ajustes nas seções das peças estruturais, tanto no plano horizontal quanto vertical, agregam em muito à qualidade da produção da obra, sem necessidades constantes de quebras de blocos de alvenaria.

Especificamente para hospitais, a escolha dos locais onde ficarão os ambientes de imagens e ambientes técnicos, onde as cargas são maiores, são de suma importância para a viabilidade e o custo final do projeto estrutural. No caso de salas de imagem, há também a necessidade dos estudos dos acessos com os equipamentos para que a engenharia estrutural conceba adequadamente a estrutura das áreas de acesso com relação ao peso que terão que suportar, mesmo que esporadicamente.

Pensando na solução estrutural para o empreendimento, há inúmeros sistemas que podem ser usados, cada qual com suas vantagens e desvantagens.Cabe ao projetista estrutural estudar todo o cenário e apresentar ao seu cliente a melhor solução, tanto do ponto de vista técnico como também econômico, tanto para condição de uso original quanto para possibilidade de expansões futuras.

O bom projeto estrutural é aquele que vai muito além do não ruir, garantindo um bom desempenho e um bom conforto para o usuário e que apresenta facilidade de execução, montagem e manutenção. O bom projeto estrutural é aquele compatibilizado com todas as áreas.

A vida útil de um empreendimento, por muito tempo, foi vista com responsabilidade atribuída ao projeto estrutural, porém hoje é consenso que a responsabilidade pela vida útil de uma obra também é responsabilidade da execução e da sua constante manutenção.

Os terrenos estão cada vez menores e a necessidade de espaços utilizáveis é cada vez maior, o que gera necessidade de peças estruturais cada vez mais esbeltas e, com isso, com menor tolerância para absorver desvios, seja por falhas no cálculo estrutural ou na execução da obra.

A engenharia estrutural conta com o auxílio dos softwares de modelagem e análise de estabilidade e comportamento dos elementos que compõem o conjunto responsável por garantir o desempenho estrutural de uma edificação. Além disso, com ensaios em modelos estruturais, em escala reduzida, é possível conceber projetos cada vez mais arrojados.

Essencial ressaltar, no entanto, que os computadores continuam necessitando da inteligência humana, que precisa também estar preparada para interpretar os resultados e respostas desses softwares. Projetos arrojados necessitam de mãos de obras qualificadas e preparadas para garantir que a execução faça com que as edificações se comportem estruturalmente para função para qual foram projetadas.

O grande desafio, ao final, da engenharia e, em especial, da engenharia estrutural, é atender à expectativa do cliente, entregando um projeto que agregue à obra o equilíbrio entre custo, prazo de execução e qualidade.

O conceito BIM, na sua totalidade, permitirá que o cliente avalie e experimente o seu produto, muito antes do seu nascimento e, assim como todo avanço da ciência no sentido de antever futuros problemas com um bebe ainda no ventre materno, também a engenharia caminha para tal realidade.

Agradeço em especial a Eng. Ana Cláudia Camargo de Oliveira, especialista em projetos de engenharia estrutural, pela colaboração na elaboração deste artigo.

Agradecemos a vocês pela leitura!

Salim Lamha Neto e Ana Cláudia Camargo de Oliveira

A automação como ferramenta de gestão hospitalar

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Olá a todos!
Desta vez, trago tema crucial: a automação e o uso da tecnologia para a gestão hospitalar inteligente. Esta escolha começa com o projeto de engenharia e tem reflexos em toda a operação do edifício, significando importante otimização dos recursos disponíveis. Para tanto, convidei o Eng. Eduardo Silva de Oliveira, PMP, especialista neste tema, para colaborar neste artigo.

Desde o surgimento da automação no setor industrial, até a consolidação dos ditos edifícios inteligentes atualmente, houve transformações significativas nesses sistemas, tanto do ponto de vista tecnológico, onde evolução e velocidade de atualização tecnológica foram determinantes, como do ponto de vista da relação dos usuários com os sistemas.

Em 70 anos evoluímos dos dispositivos eletromecânicos e pneumáticos para o conceito de internet das coisas, onde dispositivos do nosso dia a dia são conectados à internet e fornecem informações instantaneamente, com comunicação rápida e atualizada de equipamentos, eletrodomésticos, eletroportáteis, etc. Somado a isso, acompanhamos e nos adaptamos às transformações, desde os dispositivos sem “inteligência”, mas específicos e extremamente técnicos, para os smartphones. A automação deixa de ser uma ferramenta especializada, com uso restrito a profissionais da área, para se tornar acessível a todos, na palma de nossas mãos. Os estabelecimentos assistenciais de saúde não fogem a essa regra!

Antes de comentar como a automação pode ser uma ferramenta de gestão hospitalar, é preciso entendermos que houve um período de consolidação, necessário para provar a viabilidade de implantação dos sistemas de automação. Então, o grande foco dos projetistas integradores e fabricantes era demonstrar os benefícios que a implantação destes sistemas trariam ao edifício hospitalar. Por exemplo, otimização dos recursos energéticos, economia de água, energia e outros insumos da infraestrutura hospitalar. Além do fator econômico, havia o apelo da sustentabilidade e preservação do meio ambiente, com a intenção de demonstrar o valor da automação nesse contexto.

Hoje, os sistemas de automação consolidaram sua posição como ferramenta de otimização de recursos, mas ainda fica restrita a sua utilização por equipes técnicas. Considerando as novas possibilidades e funcionalidades dos sistemas de automação, é preciso quebrar o paradigma, adotando uma visão disruptiva em relação ao sistema, encarando-os como sistemas de gestão da infraestrutura hospitalar, ao invés de considerá-los somente um sistema de monitoramento e controle que lê variáveis, executa comandos e rotinas e gera alarmes baseados em suas leituras. Os novos sistemas de automação tornaram-se, ou irão se tornar, o meio de análise de performance da infraestrutura e uma ferramenta de mitigação de riscos para contribuir para a segurança dos pacientes dos estabelecimentos assistenciais de saúde.

Nessa nova visão, podemos separar os sistemas de automação em dois grandes módulos. Um que trata da eficiência operacional e outro que aborda a interface e segurança dos pacientes.

No primeiro módulo, o sistema terá como função principal gerar KPI de máquinas, equipamentos, de toda sua infraestrutura e da equipe de manutenção. Como exemplo, equipamentos de imagem de centro de diagnósticos, que possibilitam a geração de indicadores de consumo de energia e água por números de exames realizados. Comparando esses resultados entre as diversas unidades de uma rede, torna-se possível analisar os fatores que ocasionam as variações de consumo e focar as melhorias onde se tem o pior desempenho.

Essa medida pode ser aplicada aos diversos equipamentos e máquinas da infraestrutura: chillers, bombas, fancoils, câmaras frias, equipamentos de diagnóstico geral. Estes KPIs poderão ser utilizados para verificar consumos da infraestrutura hospitalar por número de pacientes, de leitos, por um determinado procedimento etc, gerandodados e informações cruciais para o planejamento e tomada de decisão em questões estratégicas e operacionais.

Pensando na gestão da equipe de manutenção, é possível aperfeiçoar e medir processos, utilizando ferramentas de padronização das atividades. Por exemplo, ao colocar-se um equipamento no “status” em manutenção no sistema de automação, este poderá apresentar ao profissional os procedimentos a serem realizados e o tempo estimado para a tarefa. Isso permite medir o desempenho dessa equipe e evitar a realização de procedimentos desnecessários naquela determinada atividade. Esta ação está totalmente alinha ao processo de lean manufacturing que atualmente é aplicado nos hospitais.

No segundo módulo, as estratégias são para dar conforto e facilidades, garantindo a segurança do paciente, utilizando restrições na infraestrutura para impedir que estas saiam dos parâmetros de segurança. Por exemplo, o controle local de temperatura, umidade e pressão de um centro cirúrgico, que jamais poderão ser alterados, por conta das normas vigentes.

Outra alternativa é introduzir opção de controle de ocupação, por exemplo em centros cirúrgicos, criando dados históricos de utilização do ambiente, reduzindo o uso do sistema de ar condicionado ou garantindo pressão da sala, mesmo em situações sem utilização.

Para ter sucesso na implantação, é necessário que toda a infraestrutura esteja preparada. Em um novo edifício, esse conceito deve ser adotado desde o início, adotando esta premissa ainda na fase de projeto, permitindo planejamento adequado com ganhos significativos. Essencial contar com profissionais capacitados e com conhecimento suficiente para planejar a infraestrutura pois, muitas vezes, o posicionamento adequado de um simples sensor pode influenciar o investimento. Há que se ressaltar ser possível a implantação em infraestruturas existentes, ainda que com maior impacto, pois não foram pensadas com essa nova visão.

A grande vantagem de se utilizar o conceito de gestão da infraestrutura é a atuação de forma preditiva, utilizando os dados, números e informações históricas adquiridos para definir previsões e tendências, permitindo a atuação antes que os problemas e falhas ocorram, possibilitando maior disponibilidade dos serviços, gerando ou garantindo maior produtividade e, consequentemente, receita.

Outro fator é a mobilidade e disponibilidade da informação, pois, com os dados em nuvem e com a disponibilidade de aplicativos para dispositivos móveis, o acesso à informação pelos gestores e sua equipe torna-se mais ágil e possibilita a atuação eficaz em qualquer situação.

Os ganhos gerados com a esta implantação, do ponto de vista da eficiência energética e operacional, serão atrativos em relação aos investimentos necessários, mesmo sem levar em consideração o valor agregado, em razão das novas ferramentas de gestão, que tornarão a implantação um excelente negócio para as instituições de saúde, uma vez que ampliarão o leque de informações disponíveis para decisões estratégicas.

Agradeço a vocês pela leitura e críticas e até logo!

Um abraço,

Salim Lamha Neto