Notícias de fevereiro 2017

Flexibilidade e Sustentabilidade como Premissas

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As demandas da área da saúde sobre o espaço físico são de um dinamismo marcante. Continuamente as tecnologias de equipamentos se alteram, novos procedimentos são implantados, e o mercado exige atendimentos diferenciados.

Quando o hospital inicia qualquer projeto ou construção é preciso ter em mente a flexibilidade, a expansibilidade, a facilidade de manutenção e operação, as questões da sustentabilidade e a coordenação de todas as disciplinas envolvidas entre as principais premissas. De acordo com Salim Lamha, sócio-fundador da MHA Engenharia, a modernização e atualização tecnológica tem sido constante nas últimas cinco décadas. “O que muda é a velocidade dessas transformações”, explica.

Para que os ambientes hospitalares possam acompanhar esse desenvolvimento, o primeiro passo é entender a missão, os objetivos, a visão da assistência e do mercado que a instituição pretende atingir. Projetos “engessados” oneram as instituições e prejudicam a qualidade do atendimento. “Devemos ter em mente que os hospitais exigem uma operação ininterrupta (24/7), mudanças de procedimentos médicos e de equipamentos que geram novas demandas de energia, espaços, entre outras particularidades.

Se, na concepção dos projetos, estes fatores não foram efetivamente considerados, teremos a manutenção interrompendo grandes áreas para reparos, implantação de equipamentos gerando obras incompletas por não termos acesso aos suprimentos de energia, tubulação com vazamentos sem um acesso adequado, etc”, explica. Segundo o executivo da MHA, o custo operacional anual de um hospital é praticamente o mesmo de toda a construção e dos equipamentos.

“Considero que inteligente devam ser o projeto e a operação do edifício hospitalar. Desta forma, questões de durabilidade dos materiais, manutenção facilitada, soluções que minimizem significativamente os consumos, quer sejam de energia, água ou gases, impactam de forma definitiva na ‘inteligência’ do edifício”, revela. Segundo ele, é fundamental explorar as condições naturais de ventilação, iluminação e o uso de gravidade.

SUSTENTABILIDADE

As questões de sustentabilidade já fazem parte do cotidiano das institui- ções de saúde que integram planejamentos e projetos adequados. “Infelizmente este número ainda é pequeno. Estimo que menos de 10% dos hospitais façam um plano diretor adequado e conduzam os seus projetos com esta visão de planejamento. Lembro sempre que a obra mais cara é a provisória. A humanização faz parte da formação do arquiteto e não há dúvida que hoje o usuário, paciente ou equipe do hospital, cobra também um ambiente mais acolhedor e de melhor convivência”, diz. A exigência técnica e complexidade nunca poderão ser desculpas para que o hospital não busque soluções de sustentabilidade.

“Esta questão nos remete novamente aos conceitos que devemos perseguir nos projetos e na execu- ção das obras. Vou insistir que devemos ter em mente as particularidades das instituições de saúde e as condições que devemos prover nas edificações que irão abrigá-las. Redução de consumos, melhor desempenho energético, materiais de menor impacto ambiental, reciclagem, qualidade do ar interior, comissionamento dos sistemas são obrigatórios em qualquer projeto na atualidade”.

Os hospitais não são diferentes do restante do mercado, é preciso educação para as exigências. “A participação cada vez maior dos arquitetos e engenheiros e a profissionalização dos administradores hospitalares são as ferramentas fundamentais para a implantação dos conceitos também do green building”, conclui.
Fonte do texto: administradoresprime.com.br